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Eleição e Investimentos: o que Fazer (e o que Evitar) no Segundo Turno

08/10/2026

Finanças e Vida · VF-2026-0024

08 de outubro de 2026 · Leitura: ~5 min · Por Hans Maia

Eleição e Investimentos: o que Fazer (e o que Evitar) no Segundo Turno

No domingo (04/10), o Brasil foi às urnas. Na segunda, o mercado financeiro reagiu em minutos: a Bolsa disparou, o dólar caiu e o assunto tomou conta do grupo da família. Com o segundo turno marcado para 25 de outubro, a pergunta que mais aparece é sempre a mesma: “e o meu dinheiro, como fica?”. Vamos por partes, sem torcida e sem partido.

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“O mercado reage ao que espera do futuro. O seu plano precisa reagir ao que você precisa no seu futuro. São relógios diferentes.”

O que aconteceu com o mercado

Na segunda-feira (05/10), primeiro pregão depois da votação, o Ibovespa fechou em 207.190 pontos, com alta de 7,85%, uma das sessões mais fortes do ano. O dólar fechou em R$ 5,00, com queda de 4,12% no dia. Foi um movimento de expectativa: o mercado reagiu ao cenário que se desenhou para o segundo turno, e o resultado definitivo só sai em 25 de outubro.

Repare no detalhe: nada no seu salário, no seu aluguel ou no preço do supermercado mudou naquela segunda-feira. O que mudou foi a aposta dos grandes investidores sobre o que vem pela frente. E apostas podem se confirmar ou não.

A eleição também não é o único fator. O Fed, banco central dos Estados Unidos, se reúne em 27 e 28 de outubro. O petróleo Brent seguia perto de US$ 100 o barril no início da semana. E o Copom só volta a decidir a Selic em 3 e 4 de novembro, porque não há reunião em outubro. Muita coisa mexe na Bolsa e no dólar ao mesmo tempo.

Atitude comum Risco O que fazer no lugar
Vender tudo no susto Transformar uma queda temporária em prejuízo definitivo Rever o plano com calma, nunca no pânico
Comprar tudo na euforia Entrar depois que a alta já aconteceu Aportar aos poucos, de forma regular
Mudar de estratégia a cada manchete Custo, ansiedade e decisões contraditórias Manter perfil e horizonte definidos
Deixar a reserva em ativo de risco Precisar resgatar justamente na queda Manter a reserva em liquidez diária e segura

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Um roteiro simples para as próximas semanas

1. Separe o dinheiro por prazo. O que você pode precisar nos próximos dois anos, incluindo a sua reserva de emergência, não deve depender de eleição nem de humor de mercado. Só o dinheiro de longo prazo aguenta oscilação.

2. Releia o seu perfil, não o seu humor. Se a queda de um único dia tira o seu sono, talvez a carteira esteja mais arriscada do que o seu perfil de investidor. Ajuste isso com calma, e não por impulso.

3. Diversifique. Não concentre tudo em um único ativo, setor ou moeda. Diversificar não elimina o risco, mas reduz o estrago de errar uma aposta.

4. Desconfie de quem vende certeza. Em ano de eleição, sobra gente prometendo “adivinhar” o que o mercado fará. Ninguém sabe. Quem promete certeza está vendendo outra coisa.

Para quem está na renda fixa pós-fixada, vale lembrar que a Selic segue em 13,75% ao ano e que não há decisão do Copom em outubro. Ou seja, o rendimento diário desse tipo de aplicação continua acompanhando a taxa atual até a próxima reunião, em novembro.

Regra que vale para qualquer resultado: dinheiro que você vai precisar em menos de dois anos não pode depender de eleição, de manchete nem de humor do mercado. O resto é planejamento, paciência e perfil.

Conteúdo exclusivamente educacional. Não constitui recomendação de investimentos nem posicionamento político. Para decisões personalizadas, procure um profissional habilitado.

Glossário rápido

Os termos deste artigo, sem complicação

Ibovespa: Principal índice da Bolsa brasileira. Funciona como uma “nota média” das ações mais negociadas.

Dólar (câmbio): Preço de uma moeda em outra. Dólar a R$ 5,00 significa que US$ 1 custa R$ 5,00.

Volatilidade: O quanto o preço de um ativo sobe e desce em pouco tempo.

Diversificação: Dividir o dinheiro em tipos diferentes de investimento para não depender de um só.

Selic: Taxa básica de juros do país, definida pelo Copom a cada cerca de 45 dias.

Renda fixa pós-fixada: Investimento cujo rendimento acompanha um indicador, como a Selic ou o CDI.

Fed: Banco central dos Estados Unidos. Suas decisões sobre juros influenciam o dólar e os mercados do mundo todo.

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Hans Maia

Sobre o autor

Hans Maia

Bancário com 23 anos de experiência no mercado financeiro. Tecnólogo em Gestão Financeira e MBA em Controladoria, Auditoria e Perícia. Fundador do Coisas do Hans — educação financeira para a vida real, sem fórmulas mágicas e sem enrolação.

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